Tuesday, July 31, 2012

seres petrificados, mandrágoras e afins

acabei de ler harry potter e a câmara secreta, segundo livro da série. estou num ritmo frenético. pretendo ler todos antes de sair para o mochilão, em outubro. de harry potter eu só conhecia alguns filmes (eu nem lembro quais assisti, pra falar a verdade), mas nenhum deles tinha me cativado. o harry potter dos livros é bem diferente do harry potter que vi na telona. aquele ator é horrível. fora que no filme muitas coisas são cortadas e adaptadas. já comecei o terceiro: harry potter e o prisioneiro de azkaban. entrementes, frio na barriga enorme com esse mochilão que vou fazer e uma fase complicada no trabalho. estou num barco diferente. mas o negócio é keep calm and pretend you're a fictional character. será o mantra do mês vindouro.

p.s.: há 19 anos, num sábado, formava hobgoblins com sérgio, enio, ivan e erick. depois erick saiu. aí ricardo entrou. aí foi a vez de ivan sair. aí viramos mindtrigger. aí, depois a banda terminou. e desde então os quatro nunca mais estiveram no mesmo local juntos. 

Monday, July 23, 2012

mochila nas costas

de bike em vancouver. stanley park e lions gate bridge ao fundo.
larguei um trabalho que me pagava muito bem. tinha só 22 anos. fui para vancouver, no canadá. aquela coisa, os pais piraram. mas fui indo, do meu jeito, sempre pensando que o melhor é trabalhar cada vez menos e usufruir do tempo livre que cada vez me sobra mais, do jeito que eu bem entender. anos depois a mesma coisa. larguei a coordenação pedagógica de uma escola de idiomas e fiquei 7 meses sem trabalhar, me mantendo com um pouco de grana que tinha juntado e metade da grana do seguro do carro, que havia sido roubado. fico nesse vai e vem. trabalho pra mim não é status nenhum. nem consigo entender como as pessoas apreciam essa coisa de status devido ao emprego que elas têm. trabalho pra mim é receita, é fonte de renda. trabalho porque preciso do dinheiro. e agora, aos 34 anos, estou embarcando em outra. dessa vez pra ficar mais tempo. vou fazer um mochilão pela américa do sul. não tenho trajeto definido. vou definindo de acordo com o desenrolar dos acontecimentos e tenho uma noção de quanto posso gastar diariamente. isso basta pra mim. essa é a primeira vez que falo dessa viagem aqui no blog. talvez vá postando algumas coisas dos preparativos, se achar que pode ser útil de alguma maneira. ou só pra registro mesmo.  

explore zl - penha [rolê #60]

Chave-de-Boca: explore zl - penha [rolê #60]: sexagésimo rolê chave-de-boca. mais uma vez explorando a zl. há uma lenda que faz parte da penha. conta-se que um francês, católico devot...

Saturday, July 21, 2012

finalmente, harry potter

há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma delas.

quando harry potter foi lançado no brasil eu já tinha 22 anos. nessa época larguei o trabalho na prefeitura de guarulhos e viajei para vancouver, no canadá. no ano seguinte comecei a dar aulas de inglês no cna  penha. hoje já são 11 anos de profissão. conta rápida, devo ter dado aula para um pouco mais de 2000 pessoas, boa parte delas, adolescentes. ou seja, eu sempre ouvi falar de harry potter. do you like reading books? yes, i do. what kind of books do you like? harry potter. não sei porque nunca tinha lido até então. para não fugir do clichê "tudo vem ao seu tempo" , o tempo chegou. obrigado juliana, pelo presente. 

Wednesday, July 04, 2012

rótulos


Tomar um Jack Daniel's sabendo que você esta tomando um Jack Daniel's é diferente de pegar um copo de whiskey, não sabendo que é Jack Daniel's, e tomar. O rótulo diz muito sobre o produto, qualquer que seja o produto. Quando falamos que somos o produto dessa sociedade, o produto do capitalismo, o produto da globalização, disso e daquilo, somos, então, produto também. Quando sei que tomo um whiskey chamado Jack Daniel's, sei do gosto antes. Sei da qualidade, sei do prazer de tomar um whiskey antes de tomá-lo. Quando olho para o rótulo das coisas, já sei antes. Já sei antes porque me baseio na experiência que tive, no conhecimento que tenho. Conhecimento pressupõe julgamento e conclusão. O Rótulo se relaciona intimamente com o passado. Mesmo que nunca tenha experimentado aquele produto, o rótulo me diz muitas coisas. E se me diz muitas coisas, é porque elas já existiram e são do passado.
Quando experimento, julgo e concluo, eu coloco um rótulo. Quando digo que uma pessoa é orgulhosa, teimosa, mentirosa, chorona, inteligente, legal, confiável, entre outros rótulos, eu me relaciono com essa pessoa através do passado. Eu experimentei, fiz um julgamento, tirei uma conclusão e a congelei no tempo. Quando olho o rótulo eu já sei o gosto antes de experimentar. Eu sei se é bom, se é ruim, ou qualquer outra coisa. Rotular é definir, limitar e embotar a mente.


escrito em 28 de junho de 2009.

Monday, July 02, 2012

no meio da massa dos anônimos sem rumo

parque chico mendes - zona leste de são paulo
A cultura da eficiência nega o ócio, veementemente. A idéia de alguém desocupado, contemplativo, quando tudo à sua volta anda acelerado, sugere transgressão à ordem, atrai desprezo e intolerância daqueles que sempre dão duro para se manter, a custa do estresse, do esgotamento, da eterna falta de tempo para relaxar e cuidar mais de si próprio, para, enfim, simplesmente ser.


em algum dia de 2009.